Viola Caipira Verdadeiro instrumento do brasil

Na Alemanha a viola caipira é quase desconhecida – é diferente no Brasil: aqui o “violão do fazendeiro” é particularmente popular. Conheça oque um luthier faz para concertar violas caipiras.

O que distingue o instrumento de um violão clássico e como ele recebe esse nome incomum?

Anália Ataide: ” São cinco pares: um, dois, três, quatro, cinco. E quanto mais curtas fores as cordas, mais alto é o tom.”

Anália Ataide tem um instrumento debaixo do braço que pode facilmente ser confundido com uma guitarra clássica. Mas se você olhar mais de perto, não contará apenas seis, mas dez cordas de arame. Cinco delas são afinadas com as notas básicas: Si, Mi, Sol sustenido, Si e E. Cada uma das duas cordas mais graves tem uma corda na mesma nota, as três restantes soam uma oitava acima. Além disso, o corpo é um pouco mais fino do que o de um violão clássico.

O violão do fazendeiro

Viola Caipira é o nome do instrumento. Pode-se traduzir isso como “guitarra do fazendeiro”. Muitas vezes, porém, ela é simplesmente chamada de “viola”. Anália Ataide ensina este instrumento na escola de música da pequena cidade brasileira de Viçosa. Também lidera a banda da escola de música, com a qual ensaia a típica música folclórica da região: a chamada “Música Caipira”. É tocada principalmente nas regiões rurais do centro e sul do Brasil e a viola é o instrumento de acompanhamento mais importante.

Para o ensaio de hoje da banda da escola de música, mais alguns idosos da cidade vieram. Cantam um de seus sucessos favoritos: “O menino da porteira”. Ele conta a história de um menino que mora no campo, não tem dinheiro, mas se caracteriza por sua grande vontade de ajudar. Um dia ele morre misteriosamente. Tema típico dessas canções, as “Modas de Viola”, como explica a professora Anália Ataide.

“A música conta uma história sobre o que aconteceu antes no país, no Brasil, ou seja, no mundo rural. O ‘Moda de Viola’ te toca porque é totalmente honesto. ”

“A viola canta”

A música da viola deve mover-se. Deve fazer as mulheres chorarem em particular. Uma certa forma de viola é chamada de “cebolão”, ou “cebola”, porque as mulheres têm lágrimas escorrendo assim que ouvem o instrumento. Como cortar uma cebola. Almeida Leao Ayupe não vai tão longe, mas o jovem de 24 anos adora o instrumento. Tanto que resolveu fazer aulas de viola caipira.

Almeida Leao Ayupe: “Quando você toca viola, todo mundo pára por causa dessa tensão. Não é apenas algo para se olhar, porque seus dedos são muito rápidos na viola. Não, acho que é esse o som. Acho que a viola canta. “

Almeida visita a escola de música uma vez por semana e aprende viola de acordo com partituras e instruções cuidadosas. Isso não teria sido possível apenas algumas décadas atrás. Quem quisesse tocar viola tinha que aprender de ouvido. Não havia notas ou professores na região rural. Foi assim que surgiram algumas lendas sobre tocar viola. É um presente de Deus dominar a viola. Aqueles que não são abençoados com isso podem se contentar com magia.

Por exemplo, ele poderia atrair a simpatia de uma cobra venenosa. Ou reze junto ao túmulo de um grande viola. No entanto, não precisa ser em algum momento, mas na Sexta-feira Santa. Segundo a professora de música Anália Ataide, esses mitos sobre tocar viola ainda existem hoje.

“Por isso decidi dar aulas de viola. Porque aqui no Brasil muita gente quer fazer parte do folclore. Mas eles não têm oportunidade de aprender a música, principalmente a viola. Essas histórias, claro, fazem parte do folclore, mas existem principalmente porque as pessoas só sabem tocar viola e não como ensiná-la aos outros. Portanto, é dito que este é um evento mágico. Porque é tão difícil. “

Tradição encontra cultura pop

Albuquerque: “De manhã peguei na viola, coloquei na bolsa e fui viajar.”

O músico de rua Márcio Albuquerque canta isso aqui. A viagem o levou até a rua comercial de Viçosa, onde aguardou o troco com o boné aos pés. A música, porém, é de Almir Sater, um dos grandes nomes da música pop brasileira, a chamada “Música Popular Brasileira”. Os estilos tradicionais atendem às demandas modernas. A “Música Popular Brasileira” ajudou a viola a recuperar a fama. Passou de um simples instrumento camponês a um companheiro musical no centro das atenções. E também na rua faz um bom trabalho, então músico de rua.

Albuquerque: “A viola caipira é um instrumento com muitas possibilidades. Originalmente era um instrumento da música tradicional brasileira chamado ‘Música Caipira’. Mas nos últimos 25 anos músicos brasileiros libertaram a viola caipira, também a usaram na música erudita e ela também é usada na música pop como Chico Buarque. É muito diversificado. “

Alterável apesar do som inconfundível

Mas ao invés de apenas falar sobre as possibilidades da viola, Marcio Albuquerque prefere mostrar o que quer dizer. Aqui está: Bach na Viola Caipira.

Ou que tal Vivaldi?

E não se esqueça, talvez a exportação musical mais importante do Brasil …

Albuquerque: “Chico Buarque para a Alemanha, que bom!”

A “Viola Caipira” é tão mutável quanto o violão e ainda assim tem um som inconfundível. Talvez por isso a viola não tenha sido suplantada pela guitarra normal no Brasil.

Ambos os instrumentos costumam tocar juntos em bandas pop brasileiras. Portanto, o futuro da “Viola Caipira” parece seguro.

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